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quarta-feira, 23 de março de 2011

Fecham-se os mais lindos olhos do cinema


Elizabeth Taylor começou a carreira cinematográfica aos dez anos. Contratada pela Universal Pictures, filmou There's One Born Every Minute, mas não teve o contrato renovado. Depois, revelou talento participando de filmes infanto-juvenis, como na estreia em 1943 num pequeno papel da série Lassie. A partir de então, permanecer no estúdio tornou-se seu o maior sonho.
Evoluindo como actriz talentosa e respeitada pela crítica, nos anos 50 filmaria dramas, como Um lugar ao Sol, com o actor Montgomery Clift; Assim Caminha a Humanidade, com Rock Hudson, ambos atores homossexuais e dos quais se tornou grande amiga. Nessa década faria ainda A Última Vez Que Vi Paris, ao lado de Van Johnson e Donna Reed.
Taylor, foi reverenciada como uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos; por seus traços delicados e olhos de cor azul-violeta, emoldurados por grossas sobrancelhas negras. Celebridade cercada por intenso glamour e diva eterna dos anos de ouro do cinema norte-americano.

Ficou famosa também pelos inúmeros casamentos (oito ao todo), sendo o mais rumoroso o com o ator britânico Richard Burton, notório pelo alcoolismo, com quem se casou duas vezes e fez duplas em vários filmes nos anos 60, como o antológico Cleópatra, o dramático Quem tem medo de Virgínia Woolf?, em que ela ganhou o segundo Óscar, Os Farsantes e A Megera Domada. Vencedora duas vezes do Óscar da Academia para Melhor Actriz (principal), o primeiro em 1960 pelo papel da call-girl de Disque Butterfield 8. Nessa década, com o reconhecimento do prémio máximo do cinema mundial, consagrou-se como a mais bem paga actriz do mundo.

Foi amiga do Rei do Pop Michael Jackson, que dedicou-lhe vários de seus trabalhos, inclusive a canção "Liberian Girl".
Foi pioneira no desenvolvimento de acções filantrópicas, levantando fundos para as campanhas contra a AIDS a partir dos anos 80, logo após a morte de Rock Hudson. A despeito de ter nascido fora dos EUA, em 2001 recebeu do presidente Bill Clinton a segunda mais importante medalha de reconhecimento a um cidadão norte-americano: a Presidential Citizens Medal, oferecida pelos seus vários trabalhos filantrópicos.

Tratou vários problemas de saúde ao longo de sua vida, incluindo as questões relativas à insuficiência cardíaca crônica, alcoolismo e drogas. Em 2009, foi submetida a uma cirurgia para substituir uma válvula defeituosa no coração. Ela usava uma cadeira de rodas havia mais de cinco anos para lidar com sua dor crônica.
Em fevereiro de 2011, apareceram novos sintomas relacionados à sua insuficiência cardíaca, o que a levou a ser internada no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles para tratamento, onde morreu hoje, após uma cirurgia, aos 79 anos de idade.






Gabriela Muniz Barbosa

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